Informação sobre trombose, causas, sintomas e tratamento da trombose, identificando o diagnóstico da trombose venosa profunda, acidente vascular cerebral (AVC) e infarto do miocárdio com dicas que promovam a prevenção da sua ocorrência.


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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Diagnóstico da trombose venosa profunda

O diagnóstico da trombose venosa profunda deve ser iniciado pela anamnese e exame físico. Os itens de risco a serem considerados são: história prévia de trombose venosa profunda e/ou embolia pulmonar, câncer; paralisia, paresia, ou imobilização recente do membro inferior; recente confinamento no leito por mais que três dias ou uma grande cirurgia dentro de quatro semanas; sensação dolorosa localizada ao longo da distribuição do sistema venoso profundo; edema em todo o membro inferior; edema na panturrilha (mensurado de forma padronizada, por exemplo, de mais que 3 cm quando comparada com a perna assintomática, medido 10 cm abaixo da protuberância tibial); edema depressível (maior na perna sintomática); dilatação das veias superficiais (não varicosas); diagnóstico diferencial tão ou mais provável quanto a trombose venosa profunda.
A ultra-sonografia é o exame complementar de escolha para a confirmação da trombose venosa profunda. Confirmado o diagnóstico de trombose, iniciar o tratamento medicamentoso imediatamente.
Em resultados duvidosos, realizar a flebografia, caso esta confirme a existência de trombose iniciar tratamento imediatamente, não sendo confirmado o diagnóstico, procurar outras causas que justifiquem o quadro clínico. Nos casos em que a ultrasonografia não confirme a trombose, repetir a mesma em 3 a 7 dias ou realizar a flebografia, havendo confirmação da trombose, iniciar o tratamento imediatamente, não sendo confirmado o diagnóstico, procurar outras causas que justifiquem o quadro clínico.
Nos doentes com trombose venosa profunda nos quais o fator desencadeante não for identificado devem ser procuradas outras causas de trombose, por exemplo, trombofilia, neoplasia, etc.
Pode ser utilizada a escala para diagnóstico da trombose venosa profunda (Wells 1997, Anand 1998) como auxílio na anamnese e exame físico.
A ultra-sonografia para o diagnóstico de trombose venosa profunda nas veias femorais e poplíteas pode ser utilizada em modo cinzento, para as veias distais e ilíacas usar a ultra-sonografia color-doppler.
A dosagem de dímero-D no plasma de pacientes com suspeita de tromboembolismo venoso apresenta alta sensibilidade, porém baixa especificidade, podendo ser utilizada para excluir tromboembolismo venoso em pacientes, não internados, com ultra-sonografia normal, sem necessidade de repetição do exame, e em pacientes com baixa probabilidade de trombose venosa profunda pela escala de Wells.
Na impossibilidade de se realizar exames confirmatórios, diante da suspeita clínica o tratamento deve ser iniciado.
As indicações dos testes de trombofilia nos doentes com tromboembolismo venoso são:
  1. pacientes com menos de 50 anos sem neoplasias,
  2. pacientes com história familiar de tromboembolismo venoso,
  3. familiares jovens de pacientes com trombofilia,
  4. mulheres com história familiar de tromboembolismo venoso que estão grávidas, ou que pretendem engravidar, ou que pretendem tomar anticoncepcional, ou que pretendem reposição hormonal.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Diagnóstico de infarto do miocárdio

Sempre que um paciente queixar-se de dor torácica, o médico deve levantar-se a possibilidade de um infarto do miocárdio. No entanto, vários outros distúrbios podem provocar dor semelhante: uma pneumonia, um coágulo sangüíneo em um pulmão (embolia pulmonar), uma inflamação da membrana que envolve o coração (pericardite), uma fratura de costela, um espasmo esofágico (contração do esôfago). Geralmente, o eletrocardiograma (ECG) e determinados exames de sangue podem confirmar o diagnóstico.
O ECG é um exame de grande importância para o diagnóstico do infarto do miocárdio. Permite localizar o local do infarto no coração e auxilia o médico na sua evolução.
Quando ocorre o infarto, algumas substâncias são liberadas pelas células do músculo cardíaco e detectadas na corrente sangüínea. São conhecidas como marcadores de necrose miocárdica e confirmam o diagnóstico.
Quando os resultados do ECG e dos marcadores de necrose não fornecem informações suficientes, pode ser realizado um ecocardiograma ou uma cintilografia (exame com radioisotópicos).
Se o ecocardiograma mostrar redução parcial dos movimentos da parede do ventrículo esquerdo (a parte do coração que bombeia sangue para o restante do corpo), sugere uma lesão devida a um infarto do miocárdio.
A cintilografia pode mostrar uma redução persistente no fluxo sangüíneo em uma região do rniocárdto, sugerindo a existência de cicatriz (tecido morto), causada por um infarto do miocárdio.
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